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Veja qual fica mais barato e faça a melhor escolha na hora de adquirir seu bem

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Depois de entender as principais diferenças entre financiamento de veículos e consórcio de veículos, chegou o momento de analisar o que realmente interessa: quanto cada modalidade pode custar e qual delas faz mais sentido para o seu bolso.

A resposta curta é que, em muitos cenários, o consórcio pode apresentar um custo financeiro menor que o financiamento. Porém, isso não significa que ele seja automaticamente a melhor escolha.

Taxa de juros, entrada, prazo, necessidade imediata do veículo e custos adicionais podem mudar completamente a comparação.

Por que o financiamento pode ficar mais caro?

No financiamento de veículos, uma instituição financeira disponibiliza o dinheiro necessário para que o consumidor compre o veículo imediatamente.

Em troca, o cliente paga parcelas acrescidas de taxa de juros e outros possíveis encargos.

O Banco Central disponibiliza uma consulta pública das taxas praticadas pelas instituições financeiras e deixa claro que elas podem variar de acordo com banco, modalidade e perfil da operação.

Por isso, comparar apenas a taxa de juros do financiamento pode ser um erro.

Existe outro indicador extremamente importante: o Custo Efetivo Total, conhecido como CET.

CET: o número que você deve verificar antes de financiar

O CET reúne os custos envolvidos em uma operação de crédito e deve ser informado pelas instituições financeiras nas operações abrangidas pelas regras do Banco Central.

Na prática, ao fazer uma simulação de financiamento, procure comparar:

Taxa de juros + CET + valor da entrada + quantidade de parcelas + valor total pago.

O Banco Central também disponibiliza uma Calculadora do Cidadão para simulações de financiamentos com prestações fixas.

É justamente aqui que duas propostas de crédito automotivo aparentemente semelhantes podem apresentar diferenças relevantes.

Uma parcela menor não significa necessariamente um financiamento mais barato.

Exemplo de financiamento de veículo

Imagine um carro de R$ 100.000.

O comprador possui R$ 20.000 para oferecer como entrada e precisa financiar R$ 80.000.

Em um exemplo puramente ilustrativo, utilizando uma taxa de juros de 1,8% ao mês durante 48 meses, a prestação ficaria próxima de R$ 2.503.

Ao final das 48 parcelas, seriam aproximadamente R$ 120.151 somente sobre os R$ 80.000 financiados.

Somando os R$ 20.000 de entrada, o desembolso total chegaria a aproximadamente R$ 140.151, antes de considerar eventuais outros custos.

Esse exemplo mostra por que realizar uma simulação de financiamento de veículos antes de assinar o contrato é tão importante.

As condições reais podem ser menores ou maiores, dependendo da instituição financeira, entrada, prazo e perfil do cliente.

E quanto custa um consórcio?

O consórcio de veículos possui uma estrutura diferente.

Segundo o Banco Central, consórcio não é uma operação de crédito tradicional, mas uma modalidade de aquisição baseada em autofinanciamento. Nas parcelas pode existir taxa de administração, que não deve ser confundida com taxa de juros.

Ou seja, dizer simplesmente que um consórcio de veículos não possui juros não significa que ele seja gratuito.

O contrato pode envolver:

  • taxa de administração;
  • fundo de reserva, quando previsto;
  • seguros, quando contratados ou previstos;
  • reajustes da carta de crédito e das parcelas conforme as regras do grupo.

É necessário verificar cuidadosamente o contrato da administradora.

O maior detalhe do consórcio: você pode ter que esperar

Aqui está uma das maiores diferenças entre financiamento ou consórcio.

No financiamento, após aprovação da operação e conclusão da compra, o consumidor normalmente já consegue adquirir o veículo.

No consórcio, é necessário ser contemplado.

Segundo o Banco Central, a contemplação pode acontecer por sorteio ou lance, conforme as regras do grupo e a disponibilidade de recursos. O próprio BC alerta que antecipar parcelas não garante contemplação.

Portanto, não existe garantia de que alguém que acabou de entrar em um consórcio de veículos receberá imediatamente sua carta de crédito.

Esse fator possui valor econômico.

Se você precisa de um automóvel para trabalhar imediatamente, por exemplo, esperar meses pela contemplação pode não ser interessante, mesmo que o custo financeiro do consórcio seja menor.

Consórcio ou financiamento: qual é mais barato?

Considerando apenas o custo financeiro da contratação, o consórcio frequentemente pode ser mais econômico porque não utiliza a mesma estrutura de juros de um financiamento bancário.

Mas existem três situações diferentes.

Se você pode esperar: o consórcio pode ser uma alternativa interessante para planejamento de longo prazo.

Se você precisa do veículo imediatamente: o financiamento pode fazer mais sentido, mesmo apresentando um custo financeiro maior.

Se você possui uma entrada elevada: vale fazer uma nova simulação. Reduzir o valor financiado pode diminuir significativamente a quantidade de juros pagos.

Por isso, não existe uma resposta correta para todos.

Como encontrar um financiamento mais barato?

Antes de contratar crédito automotivo, faça simulações em diferentes bancos e financeiras.

Não compare apenas a parcela.

Compare principalmente o CET do financiamento, a taxa de juros, o valor financiado e o total que será desembolsado até o fim do contrato.

As taxas para aquisição de veículos variam entre instituições financeiras, e o Banco Central mantém informações para comparação.

Uma diferença aparentemente pequena na taxa pode representar milhares de reais em um contrato de vários anos.

Também vale avaliar se aumentar a entrada e diminuir o prazo torna o financiamento de veículos mais interessante.

Seguro também entra no orçamento do carro

Outro gasto que deve fazer parte do planejamento é o seguro auto.

Ao calcular quanto você consegue gastar mensalmente com um veículo, não considere somente a prestação.

Seguro automotivo, IPVA, manutenção preventiva, combustível, documentação e possíveis reparos também afetam o orçamento.

Um consumidor pode conseguir aprovação para um financiamento de veículos, mas isso não significa necessariamente que aquela prestação seja confortável dentro da sua renda mensal.

Consórcio também exige comparação

No consórcio de veículos, compare diferentes administradoras antes de contratar.

Verifique a taxa de administração, prazo total, critérios de reajuste, regras de lance, fundo de reserva e demais condições previstas no contrato.

Também é importante verificar se a administradora está autorizada pelo Banco Central, órgão responsável pela supervisão das administradoras de consórcio.

Não escolha apenas porque a parcela anunciada parece baixa.

Financiamento ou consórcio: decisão final

Se o objetivo principal é reduzir o custo financeiro e você não possui urgência, o consórcio merece ser analisado.

Se você precisa comprar o veículo imediatamente, um financiamento de veículos com boa entrada, prazo menor e taxa competitiva pode ser uma solução mais adequada.

Antes de decidir, faça pelo menos uma simulação de financiamento, compare o CET, pesquise diferentes instituições financeiras e coloque lado a lado o valor total que será pago.

No consórcio, faça o mesmo: analise taxa de administração, reajustes, prazo e condições de contemplação.

A pergunta mais importante não é apenas “qual parcela cabe no meu bolso?”.

A pergunta correta é:

“Quanto esse carro realmente vai me custar até o último pagamento?”

Essa comparação pode evitar uma decisão financeira cara e ajudar você a escolher entre financiamento ou consórcio de forma muito mais consciente.

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